segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Manuel Bandeira

Meu verso é sangue.
Volúpia ardente...
Tristeza esparsa...
remorso vão...

Dói-me nas veias.
Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

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