Quero dizer-te uma coisa simples:
a sua ausência me dói.
Refiro-me a essa dor que não magoa, que se limita à alma;
mas que não deixa, por isso, de deixar alguns sinais
- um peso nos olhos, no lugar da tua imagem,
e um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes tivessem roubado o tato.
São estas as formas do amor, podia dizer-te;
e acrescentar que as coisas simples também podem ser
complicadas, quando nos damos conta da
diferença entre o sonho e a realidade.
Porém,é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-te de ti,
agora que os dias correm mais depressa,
e as palavras ficam presas numa fração de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de mim - e me faz responder-te uma coisa simples, como dizer que a tua ausência me dói.
Nuno Judice
É impressionante como meu humor, minha sensibilidade muda dependendo das fases do mês, eu sou a própria mulher de fases.
No geral sou impulsiva, mas aos poucos, com a idade a gente vai aprendendo a controlar os impulsos... nem sempre é claro pq ninguém é de ferro, e sem dúvida, essa regra vale exceto para aquela fase do mês.
A maldita TPM.
Eu fico tão sensivel, a flor da pele mesmo, as vezes choro sem motivo algum, e o que eu mais sinto nesses momentos é a ausência.
Ausência das coisas que gosto, e não estão.
a sua ausência me dói.
Refiro-me a essa dor que não magoa, que se limita à alma;
mas que não deixa, por isso, de deixar alguns sinais
- um peso nos olhos, no lugar da tua imagem,
e um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes tivessem roubado o tato.
São estas as formas do amor, podia dizer-te;
e acrescentar que as coisas simples também podem ser
complicadas, quando nos damos conta da
diferença entre o sonho e a realidade.
Porém,é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-te de ti,
agora que os dias correm mais depressa,
e as palavras ficam presas numa fração de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de mim - e me faz responder-te uma coisa simples, como dizer que a tua ausência me dói.
Nuno Judice
É impressionante como meu humor, minha sensibilidade muda dependendo das fases do mês, eu sou a própria mulher de fases.
No geral sou impulsiva, mas aos poucos, com a idade a gente vai aprendendo a controlar os impulsos... nem sempre é claro pq ninguém é de ferro, e sem dúvida, essa regra vale exceto para aquela fase do mês.
A maldita TPM.
Eu fico tão sensivel, a flor da pele mesmo, as vezes choro sem motivo algum, e o que eu mais sinto nesses momentos é a ausência.
Ausência das coisas que gosto, e não estão.
Ausência do que eu perdi, ausência do que eu não pude ter e sinto ser essencial.
A ausência de um ouvido para ouvir e entender e cujo dono tenha uma linguagem que também me toque. Me surpreenda.
Na verdade acho que não é propriamente a ausência que me faz falta, mas a presença desta falta dentro de mim.
A presença interna e dolorosa daquela pessoa que não ficou e que parecia tão especial.
A presença daquele buraco que fica ali, olhando para mim e me martirizando: como assim? será que você nunca, nunquinha mesmo vai conseguir me preencher?
A presença do tédio.
Eu preferiria mil vezes que a minha sensibilidade se voltasse para a presença, não seria ótimo? Estar sensivel na direção daquilo que eu tenho e não daquilo que me falta? ao invés de lamentar a ausência, criar uma ponte para a presença, com todos aqueles que se importam, que estão ali, esperando que a porta se abra, se fazendo presentes mesmo na minha ausência, mesmo quando meu espirito e coração estão voando por lugares obscuros ou batendo inutilmente em outras portas.
E ai me veio outro textinho que li hoje e já virou mantra:
Living the Moment to the Fullest
Patience is a hard discipline. It is not just waiting until something happens over which we have no control: the arrival of the bus, the end of the rain, the return of a friend, the resolution of a conflict. Patience is not a waiting passivity until someone else does something. Patience asks us to live the moment to the fullest, to be completely present to the moment, to taste the here and now, to be where we are. When we are impatient we try to get away from where we are. We behave as if the real thing will happen tomorrow, later and somewhere else. Let's be patient and trust that the treasure we look for is hidden in the ground on which we stand.
Será que é possível? nos momentos de sensibilidade, viver o momento, celebrar a presença?
Living the Moment to the Fullest
Patience is a hard discipline. It is not just waiting until something happens over which we have no control: the arrival of the bus, the end of the rain, the return of a friend, the resolution of a conflict. Patience is not a waiting passivity until someone else does something. Patience asks us to live the moment to the fullest, to be completely present to the moment, to taste the here and now, to be where we are. When we are impatient we try to get away from where we are. We behave as if the real thing will happen tomorrow, later and somewhere else. Let's be patient and trust that the treasure we look for is hidden in the ground on which we stand.
Será que é possível? nos momentos de sensibilidade, viver o momento, celebrar a presença?
E que se dane a ausência!
Quem sabe se o tesouro que eu procuro não está mesmo escondido no chão onde eu piso? quem sabe...
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